VICTÓRIA GUERRA

VICTÓRIA GUERRA

Photography GONÇALO CLARO Styling MAFALDA MOTA ALVES Hairstylist & Makeup JOANA MOREIRA  Model VICTORIA GUERRA

 

Camisa e Saia Diogo Miranda

Brinco Carolina Curado

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https://www.carolinacurado.com/

 

Camisa By Malene Birger

 

VICTORIA GUERRA

POR JOÃO MURILLO  – https://www.instagram.com/murillolx/

O mundo, nestes últimos meses, mudou consideravelmente. O que torna inevitável falarmos sobre essas alterações. De que forma, esta pandemia, mais a afectou?

V.G.  Do ponto de vista profissional afectou-me, tal como a todos os trabalhadores na área da cultura com o adiamento e suspensão dos projectos que estavam previstos. Pessoalmente pela distância que colocou entre mim e a minha família.

Historicamente, estas catástrofes, conduzem o ser Humano para novos caminhos. Está optimista ou pessimista em relação ao que vem a seguir? O que acha que vai melhorar, o que vai piorar, e o que se manterá?

V.G. Sou pessimista por natureza. Acho que se manterá ou até mesmo piorará o individualismo que tem crescido cada vez mais na última década, juntamente com o racismo, a xenofobia, as assimetrias sócio-economicas… Espero por outro lado que esta pandemia que expos as fragilidades do serviço nacional de saúde, da educação e das condições precárias de muitos trabalhadores, sobretudo dos independentes sirva para provocar o reforço e a restruturação destas áreas.

Se dependesse de si, o que nunca mais voltaria a ser como era? E o que gostava que nunca mudasse?

V.G. Nunca mais se utilizaria a internet para espalhar ódio e contrainformação. A comunicação, o diálogo e o debate são as únicas formas de desenvolvimento e progressão. Espero que as fronteiras continuem a ser e sejam cada vez mais apenas linhas imaginárias, quero continuar a visitar a minha familia em Inglaterra como sempre fiz.

Uma frase, escrita por Mário Henrique Leiria e Mário Cesariny, dizia: “O amor é uma rua sossegada, onde só se passa uma vez”. Qual a visão que tem do amor? Como diria outro poeta, “…fundamental é mesmo o amor…”?

V.G. É tão fundamental que é a única coisa que contrabalança o meu pessimismo. O amor é a única coisa importante no mundo, a única forma de crescermos e evoluirmos enquanto espécie é com e através do amor.

Há quem diga que o mundo da representação é bastante solitário, pois envolve um exaustivo processo de introspecção. A Victoria concorda? Acha que também há em si esse lado solitário?

V.G. Não sei se concordo… a representação para mim é tudo menos solitária. É um trabalho de equipa. E mesmo durante a preparação, se pensarmos bem, mesmo aí, em que existe uma pesquisa solitária, o trabalho introspectivo é feito sob a vida de outras pessoas ou sob as obras de outros criadores portanto estamos sempre em comunicação com os universos de outros. Acho que todos nós temos um lado solitário mas o meu não se manifesta em relação à minha profissão. É um trabalho de partilha.

Imagino que interpretar qualquer personagem tenha muitas semelhanças com o começar a preencher uma tela em branco. Das muitas que já interpretou, há alguma que quando olha para trás, sente que está mais próxima de um auto retrato?

V.G. Nunca é uma tela em branco porque a tela é  sempre o meu corpo e a minha voz. Por outro lado esta base também é dinâmica e evolui ao longo do tempo com as minhas experiências e a minha vida. Em nenhuma das personagens que desempenhei até hoje encontro um auto-retrato.

De todas as personagens que já interpretou, quer ficionais, quer históricas, qual considerou o maior desafio e qual lhe deu maior prazer?
V.G. Todas as personagens são desafiantes e prazerosas de interpretar. Tenho algum prazer acrescido quando são de época pois permite-me mergulhar num tempo que nunca vivi e que jamais poderei viver. As personagens históricas que tive a sorte de interpretar deram-me um prazer especial por causa da importância que tiveram no desenvolvimento da sociedade portuguesa.

Se lhe aparecer a oportunidade de representar uma mulher que marcou a nossa sociedade, qual escolheria, e por que razões?

V.G. Tive a sorte e o privilégio de representar uma mulher que marcou Portugal numa altura crucial, Snu Abecassis na série 3 Mulheres. Se pudesse escolher outra, seria a Diana Princesa de Gales. Por causa da minha ligação com Inglaterra, foi uma mulher que sempre olhei com imenso respeito e curiosidade pelas causas que defendeu e pelos estigmas que ajudou a desmistificar.

Apenas por curiosidade, Victoria Guerra, é um nome fortíssimo. Em simultâneo também são palavras que encerram em si dois conceitos, o que pensa deles?
V.G. O meu nome é escrito com “c” Victoria, portanto é curioso porque tanto eu como os meus pais só tivemos precessão do quão forte era o meu nome
quando comecei a trabalhar nesta área. As guerras para mim são sempre estúpidas, dos grandes conflitos armados que preenchem a história do mundo aos financeiros que neste momento o controlam. Numa guerra nunca há Victorias, apenas derrotas maiores e derrotas menores.

Para além da sua beleza, ao longo da sua carreira foi também acumulando vários prémios pela sua elegância. Acha que a beleza e a elegância andam sempre de mãos dadas, ou são dissociáveis?

V.G. Acho que são completamente dissociáveis. A elegância é uma forma de estar e de ser que uma pessoa pode ter independentemente da sua beleza.

 

Camisa By Malene Birger

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Top Intimissimi

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Saia Zuhair Muzrad na Stivali

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Anéis Carolina Curado

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Vestido Alves/Gonçalves

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Vestido Just Cavalli

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Anéis Carolina Curado

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Vestido Filipe Faísca

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Vestido Gonçalo Peixoto

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